Arquivo da categoria: Suspense
Eu sei o que você está pensando
De John Verdon | Editora Arqueiro
O que você faria se recebesse um telefonema e do outro lado da linha alguém lhe dissesse:
“Você acredita em destino? Eu acredito, porque achei que nunca iria vê-lo de novo, até que um dia… ali estava você. Tudo voltou: o modo como você fala, como se mexe – e, acima de tudo, como pensa. Se alguém lhe dissesse para pensar um número de um a mil – no primeiro número que lhe vier à mente. Visualize. Agora veja como conheço seus segredos. Vá até a sua caixa de correios. Chegou lá? Abra um pequeno envelope.”
Imagine que você não faz ideia de quem lhe enviou essa carta. E o número que você escolheu é exatamente o que você está na carta em sua caixa postal. E logo em seguida você recebe em casa, vários poemas dizendo como você vai morrer. Vai encarar “Eu sei o que você está pensando”, da Editora Arqueiro?
A outra volta do parafuso
De Henry James | Editora Penguin
A outra volta do parafuso recebeu uma tradução de primeira linha, realizada por Paulo Henriques Britto, que já traduziu cerca de cem livros, e verteu para o inglês obras de autores como Luiz Costa Lima e Flora Sussekind. Uma tradução – como não poderia deixar de ser – impecável. Recomendo ao leitor a dar uma lida também no posfácio do Professor de Literatura David Bromwich.
Existem, não somente na literatura, mas também no cinema e na vida real, relatos de “aparições”,”fantasmas” e “vultos” que volta e meia atormentam ou acalentam aqueles que perderam um ente querido de forma inesperada. E um desses exemplos podem acontecer em uma situação corriqueira, como em uma festa na qual a câmera ao registrar o evento, sem querer, capta o rosto de uma pessoa já falecida antes da cerimônia, em um desastre de carro ou vítima de uma morte súbita, e surpreende a todos nessa festa. Alguém explica isso? Delírio? Sobrenatural? É um mistério. Existe um ditado espanhol que diz: “No creo em brujas, pero que las hay, las hay”.
O hipnotista
De Lars Kepler | Editora Intrínseca
Sempre que se fala sobre Suécia, pensa-se em qualidade de vida, num país sereno, pacífico e, para maioria, um país seguro. Considerado um país até “chato”, pois a impressão que dá para os de fora é que nada acontece por aquelas bandas. No entanto, não é isso que vemos sobre os relatos de agressões contra jovens, violência contra as mulheres, e o racismo. Isso sem falar na violência da direita nacionalista que tem feito muitas vítimas aos estrangeiros que lá habitam, nesse “quase” exemplo de país.
Em 1986, o primeiro ministro Olof Palme foi assassinado ao sair do cinema, sem seguranças e até hoje ninguém soube quem foi o assassino. Durante o seu governo, a Suécia gozou de uma forte economia e dos níveis de assistência social mais alto no mundo. Ficou ainda conhecido como forte opositor do Apartheid e da Guerra do Vietnam, o que lhe causou graves conflitos com Washington. E foi assassinado sem nenhuma explicação.
Rio abaixo
De John Hart | Editora Record
“Rio abaixo” é um romance de suspense que aborda a redenção, a incompreensão e a autodescoberta.
O primeiro capítulo abre, adequadamente, com a descrição dos seus principais cenários: a descrição da casa da família de Adam, protagonista dessa história; as linhas do rio, no Condado de Rowan, Carolina do Norte; e a Fazenda Água Vermelha. Além de uma breve menção ao trauma de infância do personagem principal. “Rio abaixo” retrata o Sul gótico em seu melhor estilo, com o tema forte do “filho pródigo”. Encontramos personagens poderosos e excêntricos cada um com seus próprios segredos e vícios, num cenário magnífico. A história tece com habilidade enredos diversos, mantendo o leitor sem resposta e sem chão. A linguagem é rica e sugestiva, às vezes, um pouco sentimental e poética, outras direta e crua, refletindo a complexidade psicológica de seus personagens.
O domínio exemplar da escrita e da compreensão dos elementos regionais e de seus personagens levam esta obra a elevado nível literário. O protagonista Adam Chase é um homem injustamente acusado de um crime que não cometeu. Depois de ser absolvido, por pouco, de uma acusação de assassinato, Adam é expulso de casa. Exilado por um pecado não cometido.
Não há segunda chance
Em “Não há segunda chance”, o autor Harlan Coben retorna com um romance explosivo sobre o amor de um pai, em uma história onde nada é o que parece ser e onde a esperança e o medo se colidem de forma surpreendente.
Harlan Coben é conhecido por seu estilo único, rápido, com toques de bom humor. Neste livro, o autor leva o conceito um pouco mais além. Elementos psicológicos jorram de uma forma emocionante e a família continua sendo seu grande tema.
Nessa história, encontramos um renomado cirurgião plástico, Marc Seidman, que após ter sido baleado na cabeça, acorda de um coma de 12 dias, numa unidade de cuidados intensivos. Ao saber que sua esposa foi assassinada e sua filha de seis meses Tara fora seqüestrada – nosso protagonista acorda de vez.







