Arquivo da categoria: Romance Psicológico
Sobrevoando Babel
De Adilson Xavier | Editora Record
Li “Sobrevoando Babel” do escritor Adilson Xavier, no ano passado, e conheci o escritor em uma de suas idas e vindas à livraria. Bom livro. Daqueles que você pega e segue sem pausa. Já deveria ter colocado esse livro aqui há mais tempo, mas a correria do Natal e final do ano numa livraria impedem qualquer programação normal. E agora, neste primeiro mês do ano, compenso minha falha.
Sinto-me inteiramente à vontade para falar sobre esse livro por ter gostado imensamente, o que me permiti indicá-lo com propriedade. Adilson Xavier é um publicitário premiado, vencedor de vários prêmios como redator e por agências importantes e reconhecidas nesse meio. Dono de uma escrita fluida, simples e envolvente, ele nos oferece em “Sobrevoando Babel” uma história pautada sobre o poder, num cenário onde os personagens sabem viver, blefar e ir em frente.
Nêmesis
De Philip Roth | Editora Cia. das Letras
Tenho um grande amigo que sempre ri quando publico aqui no blog algum romance de Philip Roth. Ele sempre diz: “De novo!”. E eu respondo: “O que posso fazer se o cara é muito bom no que faz?”. Até já tentei ler algo dele que pudesse dizer “…esse livro não…”, mas ainda não encontrei, e acho que desse autor poderei recomendar todos os seus livros. Ainda não li todos, faltam uns três títulos, mas já me considero um leitor de Philipp Roth. Tento dosar para que o blog não privilegie apenas um escritor, mas Philip Roth é “o cara”. “That’s my man”!
Hoje o livro que trago é “Nêmesis”.
A palavra Nêmesis originalmente significava “distribuição da sorte”, nem boa nem má; simplesmente, proporcional a cada um segundo a velha máxima do merecimento. Nas tragédias gregas, Nêmesis (Deusa) aparecia como a vingadora do crime, não tolerando a arrogância.
A memória de nossas memórias
De Nicole Krauss | Editora Cia. das Letras
Nicole Krauss, depois de seu elogiado livro “História do Amor“, lançou esse ano no Brasil outro petardo: “A Memória de minhas Memórias”, também pela Cia das letras. Começo dizendo que a história é simplesmente linda. Nicolle já faz parte do time da geração dos grandes escritores americanos.
Trata-se de uma escritora que exige um pouco mais do leitor. Ela recusa histórias simples onde através de um centro ou de um protagonista tudo se constrói. Seus personagens são construídos em torno do vazio e quebrados em fragmentos. A tarefa do leitor é fazer o remendo, juntar os estilhaços e recriar “a memória de nossas memórias.” Nesse romance, encontramos alguns resíduos de memória por ela deixados nos pequenos detalhes deixados por cada personagem, e quando compormos esse quebra cabeça, encontraremos um canto empoeirado de uma sala brilhantemente exposta.








