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E foi assim (dizem) que começou… o Carnaval
Estamos vivendo o Carnaval e o “Bons livros para ler” promete cair na folia. Folia? Sim! a folia de falar sobre essa festa e suas origens até os dias de hoje. Não pensem vocês que lerão uma tese sobre o assunto, aliás, o antropólogo Roberto da Matta tem um excelente livro que fala sobre essa festa e para aqueles que gostariam de ler mais sobre o assunto o nome do livro é: “Carnavais Malandros e Heróis”, da Editora Rocco, onde ele faz um estudo original sobre a festa mais popular do Brasil. E já abrimos o Carnaval com uma excelente sugestão.
Mas vamos às pesquisas e suposições sobre a origem dessa festa tão vivida, adorada, combatida e polêmica.
Existe uma tese na o qual o carnaval começou em Roma e era chamada de “Saturnália”. Trata-se de uma festa realizada no Templo de Saturno. Era celebrada em 17 de dezembro e ao longo dos tempos foi estendida até o dia 23 de dezembro, e passou há durar sete dias, incluindo o solstício de inverno. A multidão se vestia com máscaras e ocupava ruas e praças. Um rei era eleito por brincadeira e comandava a folia nas ruas de Roma. Nesse período, todas as atividades eram suspensas. Até os escravos ganhavam liberdade para fazerem o que quisessem e as restrições morais ficavam bem “flexíveis”. A palavra “carnaval” para uns significava “adeus à carne”, para outros a “carne nada vale”, o que em outras palavras quer dizer o seguinte, esta festa significava a celebração dos prazeres terrenos. A entidade divina que presidia a festa era Saturno, o Deus da Semeadura.
Na Idade Média, o Carnaval adquiriu novos contornos ampliando enormemente a sua riqueza, suas funções políticas e ideológicas para além das fronteiras da esfera da cultura. Diferente do teatro que tem no palco o seu espaço, o Carnaval ignora o palco. Não há espectadores, ele existe para todo o povo. Não se atua no carnaval, vive-se. Mikhail Bakhtin em seu livro “A cultura da Idade Média e no Renascimento: o contexto de François Rabelais” diz que o carnaval “é a própria vida que se apresenta com elementos próprios da representação.” É a libertação dos dogmas religiosos e das leis do Estado, a renovação da própria vida. É a vida apresentada de forma idealizada e livre sem hierarquias, subvertendo as leis da via ordinária, transformando-se na própria vida real.
The Beatles on the Road: 1964 – 1966
De Harry Benson | Editora Taschen
Esse é um livro com público certo: os fãs dos Beatles.
As fotos apresentadas nessa obra, muitas delas inéditas, foram captadas pelas lentes de Harry Benson, um fotógrafo que já estava de malas prontas para uma reportagem na África quando foi contratado pelo “The Daily Express”. A nova missão era acompanhar os meninos de Liverpool. Não deve ter sido “chato”, pois suas lentes não deixam mentir e revelam o quanto deve ter rido e se divertido em tão “austera empreitada”.
Harry Benson é dono de enorme reputação no meio fotográfico. Por suas lentes passaram nomes e momentos históricos como: Eisenhower, o Movimento dos Direitos Civis, Robert Kennedy – ele estava no hotel quando o presidente foi assassinado – e os Beatles. Em outras palavras, é o tipo de profissional que está no lugar certo na hora certa. E o livro deixa isso bem claro.




