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Olha o Carnaval aí, gente…

Sargento-pimenta Bloco do Rio de JaneiroEntramos em fevereiro, nesta semana Rei Momo abrirá as portas da  Cidade do Rio de Janeiro para o Carnaval.

E domingo, ao entrar no supermercado, me deparei com Ovos de Páscoa! Isso mesmo: ovos de Páscoa dentro do supermercado, enquanto um bloco de carnaval passava do lado de fora, e eu me lembrava que há 15 dias se via panetones em promoção!

Então, pensei em todas as datas que vivemos e  “sobrevivemos” durante todo o ano. Quase uma corrida de obstáculos. Precisamos ter fôlego e eu sempre aproveito o Carnaval para recuperar o “tempo” enquanto a cidade muda de cores e sons.

Não sou um folião, nunca fui, e como livreiro, trabalhar numa livraria como a Travessa durante o Carnaval é encontrar com amigos e clientes que “fogem” da folia e aparecem para tomar um café, jogar conversa fora, comentar as últimas notícias do jornal,  levar um novo livro para casa e se despedir prometendo voltar no dia seguinte. Ou fazer “hora” enquanto os filhos pequenos estão num “bloquinho” ou esperar que a rua esvazie , depois de um “daqueles” blocos que interditam vidas, para andar  sossegado.  Porque o Rio de Janeiro é assim: tudo se completa, tudo se mistura, tudo se comunica e todos se encontram.

Também é atender clientes que hospedam amigos ávidos por conhecer o “way of life Carioca” do anfitrião, que apresenta a seus hóspedes os “lugares que frequenta”, o  seu “ barraqueiro” gente boa da praia que lhe aluga cadeiras , o garçom que sempre lhe atende no bar preferido, e a livraria acaba entrando nesse circuito de preferências,  e na Travessa se sente “em casa”.

Tudo isso para falar que nesta semana e na próxima, talvez não indique apenas livros, mas como sociólogo que sou por formação, vou pesquisar algumas delícias, postar algumas fotos do Carnaval, não somente do Rio , mas do mundo e de outros tempos. E como existem belos livros sobre o tema, farei algumas sugestões para que o Carnaval possa acompanhá-los em casa, sem a confusão das ruas e dos blocos.

Aos que irão viajar, uma boa viagem! Aos que  ainda não tem planos e , vez por outra, acessarem a vida “on line”, estarei por aqui compartilhando “interesses” ou na Livraria da Travessa trabalhando e recebendo amigos, encontrando leitores, gringos, curiosos e refugiados do Carnaval.

A todos foliões e não foliões : um bom Carnaval, do Bons Livros para Ler!

A Queda

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De Digo Mainardi | Editora Record

Há tempos que acompanho as declarações e o trabalho de Diogo Mainardi, escritor de “A queda”. Sempre polêmico com opiniões firmes sobre o Brasil e os governos do PT (Partido dos Trabalhadores), conquistou admiradores, mas também muitos desafetos. Enfim, coisas da política. Mainardi não nutre paixões por debates sobre o Brasil, ele provoca as discussões, e os raivosos espumam. Esse é o seu segredo. E ficar na plateia acompanhando esse espetáculo, tem me proporcionado ouvir tiradas simplesmente sensacionais e inteligentes.

Mas em seu livro “A queda”, Mainardi se apresenta para os leitores através de suas lembranças, de sua relação afetiva com seu filho, que nasceu com graves e sérios problemas de saúde.

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Sobrevoando Babel

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De Adilson Xavier | Editora Record

Li “Sobrevoando Babel” do escritor Adilson Xavier, no ano passado, e conheci o escritor em uma de suas idas e vindas à livraria. Bom livro. Daqueles que você pega e segue sem pausa. Já deveria ter colocado esse livro aqui há mais tempo, mas a correria do Natal e final do ano numa livraria impedem qualquer programação normal. E agora, neste primeiro mês do ano, compenso minha falha.

Sinto-me inteiramente à vontade para falar sobre esse livro por ter gostado imensamente, o que me permiti indicá-lo com propriedade. Adilson Xavier é um publicitário premiado, vencedor de vários prêmios como redator e por agências importantes e reconhecidas nesse meio. Dono de uma escrita fluida, simples e envolvente, ele nos oferece em “Sobrevoando Babel” uma história pautada sobre o poder, num cenário onde os personagens sabem viver, blefar e ir em frente.

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Gustav Klimt – Obras completas

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De Gustav Klimt | Editora Taschen

Não sou um especialista em Arte, mas como livreiro me dou a “Licença Poética” para dividir as descobertas que faço na livraria, entre um leitor e outro, e faço exatamente isso agora com: Gustav Klimt: “The Complete Paintings”. Peguei esse livro outro dia e ao folheá-lo – comprei. Sim, isso também faz parte. Nem sempre indico e vendo, mas também compro- e bastante. E cá entre nós, livro da Tashen mostrando a obra do autor é uma joia rara. Esse já está aqui em casa!

Mas vamos a algumas linhas sobre Gustav Klimt!

Pois é, a presença de Klimt alcançou visibilidade em um novo cenário intelectual e artístico que despontava em Viena, no início do século XX, um reinado idílico que precedeu à grande tragédia da Primeira Grande Mundial. Klimt rompeu com o academicismo e flertou com diversas escolas. Incorporou a escola Art Noveau, cujo estilo surgiu na Europa por volta dos anos de 1890, e influenciou as artes plásticas e a arquitetura. Um estilo decorativo que estilizava formas de animais e vegetais. Foi o período dos vitrais, vasos, luminárias, joias e móveis excêntricos e requintados.

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Grande Sertão: Veredas

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De João Guimarães Rosa | Editora Nova Fronteira

Começar um ano é renovar planos, expectativas, metas e esperanças. E cada um se organiza como sabe ou como pode. Há listas para todos os tipos e perfis. Alguns recorrem a listas em cadernos pautados ou pequenos moleskines, com desenhos e muitas setas, marcando prioridades, outros colocam seu futuro em planilhas de Excel e os antenados carregam suas metas em modernos smartphones, todos “touch”. “On line, on time”. Eu faço listas de livros em blocos pautados com a tradicional caneta BIC, e defino sempre as três primeiras leituras do ano – e sigo. Depois, o tempo se encarrega de me apresentar outras, amigos sugerem títulos e é dessa delícia, de descobertas e encontros literários, que vive um livreiro e todos que gostam de ler.

Porém, na condição de Livreiro que sou, repito: meu objetivo aqui não é fazer análises literárias, mas pontuar os bons livros para ler, afirmo: não há como não indicar algumas obras, não existe a possibilidade de ignorá-las na crença de que “todo mundo sabe que é um clássico…”. Sim, todos nós sabemos. E por isso, inicio este ano de 2013, indicando no topo da minha lista: “Grande Sertão Veredas”, de João Guimarães Rosa. E acho que assim começamos muito bem.  E antes de começar, desejo a todos um bom ano. E vamos lá!

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