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O coração da treva

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De Joseph Conrad | Editora Global

Tive a curiosidade de ler o livro “O coração da treva”, de Joseph Conrad, a partir do filme “Apocalipse Now” produzido e dirigido pelo cineasta Francis Coppola. Confesso que são raras as vezes que um filme pode competir com o livro. Porém, em minha opinião e neste caso específico: deu empate. Pois tanto filme quanto o livro são duas obras primas, cada uma em sua linguagem, cinema e literatura.

No filme, encontramos uma leitura da obra partindo de uma premissa bem diferente de Conrad. A realidade de Coppola é o Vietnã, a de Conrad é a África Equatorial, no Congo Belga. Para nos situar historicamente, o território do Congo compreendia dezenas de vezes o tamanho da Bélgica, e foi adquirido pelo monarca Leopoldo II devido as suas credenciais políticas, Leopoldo era um estadista inescrupuloso e extremamente esperto que sem nunca ter pisado no local construiu para si uma colônia particular.

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O Agente Secreto

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De Joseph Conrad | Editora Revan

O Agente Secreto, de Joseph Conrad, é um romance baseado em fatos reais, incluindo a tentativa de explodir o Observatório de Greenwich, em 1894. Publicado em 1907, “O Agente Secreto” é uma história simples que se passa em Londres. O protagonista, Mr. Verloc, trabalha como espião e não é um homem possuidor de atributos morais superiores, é um homem capaz de tudo até mesmo de explorar seu cunhado Stevie, um deficiente mental, para atingir seus objetivos.

Casado, além da esposa, mora com o cunhado deficiente mental e a sogra. A sogra é mandada para um asilo. A razão pela qual Winnie, sua mulher, ter casado com ele foi unicamente para proporcionar segurança ao irmão, a quem se dedica totalmente. Não há uma boa comunicação entre Winnie e Verloc, talvez a passividade da esposa seja um dos entraves para essa falta de comunicação. Ela baseia seu relacionamento com ele sobre a rota mais simples, vivendo como a típica mulher vitoriana. A sociedade vitoriana espera esposas completamente dóceis e dispostas a sacrificar-se para o benefício de seus maridos e famílias. Devido à complacência do marido com seu irmão, ela acredita que é feliz, atendendo aos fregueses escusos da lojinha, aturando os “amigos” dogmáticos de Verloc, e, sobretudo não fazendo perguntas que perturbem a aparente placidez do seu quotidiano.

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