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Grande Sertão: Veredas

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De João Guimarães Rosa | Editora Nova Fronteira

Começar um ano é renovar planos, expectativas, metas e esperanças. E cada um se organiza como sabe ou como pode. Há listas para todos os tipos e perfis. Alguns recorrem a listas em cadernos pautados ou pequenos moleskines, com desenhos e muitas setas, marcando prioridades, outros colocam seu futuro em planilhas de Excel e os antenados carregam suas metas em modernos smartphones, todos “touch”. “On line, on time”. Eu faço listas de livros em blocos pautados com a tradicional caneta BIC, e defino sempre as três primeiras leituras do ano – e sigo. Depois, o tempo se encarrega de me apresentar outras, amigos sugerem títulos e é dessa delícia, de descobertas e encontros literários, que vive um livreiro e todos que gostam de ler.

Porém, na condição de Livreiro que sou, repito: meu objetivo aqui não é fazer análises literárias, mas pontuar os bons livros para ler, afirmo: não há como não indicar algumas obras, não existe a possibilidade de ignorá-las na crença de que “todo mundo sabe que é um clássico…”. Sim, todos nós sabemos. E por isso, inicio este ano de 2013, indicando no topo da minha lista: “Grande Sertão Veredas”, de João Guimarães Rosa. E acho que assim começamos muito bem.  E antes de começar, desejo a todos um bom ano. E vamos lá!

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Casados com Paris

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De Paula McLain | Editora Nova Fronteira

Paula McLain, autora de “Casados com Paris”, é uma verdadeira “apaixonada” pela Geração Perdida e nos presenteia através de sua obra com uma deliciosa “possibilidade” de cenas e diálogos vividos por Hemingway e sua “turma” : Gertrude Stein, o casal Fitzgerald, Erza Pound, Sylvia Beach e tantos outros. Reforço a palavra “Possibilidade” porque o livro é um romance ficcional e não uma tese fundamentada de Mestrado ou coisa parecida – e ainda bem que é assim – com algumas licenças poéticas, Paula McLain buscou um foco diferente para falar desse período tão fascinante, buscou uma voz feminina dentro daquele cenário animado e exótico, e ela nos faz ver esse período e suas excentricidades pelos olhos e sentimentos de Hadley Richardson, a primeira esposa de Hemingway ou muito conhecida com “a esposa de Paris”.

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A montanha mágica

Capa do livro A Montanha MágicaThomas Mann, sem dúvida alguma, tinha uma vasta cultura foi  extremamente importante para literatura mundial. Certa vez ele disse:

“Eu detestava a escola e até o fim não correspondi às exigências. O que possuo em matéria de cultura consegui adquirir livremente, como autodidata, aceitando do ensino oficial apenas o elementar”

Filho de um comerciante e senador, Johan Heinrich Mann, e da brasileira, Júlia da Silva Bruhns, o escritor herdou do pai uma loja de cereais, mas não tinha vocação para o comércio. Ao invés disso, trabalhou no escritório de uma companhia de seguros e depois tentou entrar no jornalismo. Como aluno ouvinte, entrou para Universidade de Munique, freqüentando os cursos de história da arte, literatura e economia política. Autor de diversos romances, foi através dos Buddenbrook (1901) que alcançou o sucesso e a consagração definitiva ganhando o Prêmio Nobel de literatura, em 1929, vindo a morrer em agosto de 1955.

“A Montanha Mágica” é uma das mais influentes obras de Thomas Mann e hoje considerada uma das mais importantes da literatura alemã no século XX. A obra reflete suas experiências e impressões durante um período em que sua esposa, que sofria de um problema pulmonar, foi internada no sanatório de Davos, na Suíça, por vários meses. Foi daí que o autor teve a ideia de fazer o romance. Confesso que li esse romance duas vezes. À primeira vez, tinha gostado muito, mas a segunda vez – simplesmente adorei. Este é um típico livro que deve ser lido e relido.

Algumas explicações precisam ser feitas antes de começarmos a conversar sobre o romance. “A Montanha Mágica” faz parte de um gênero que alguns críticos chamam de “romance de formação”. Ao contrário do romance social é um romance de educação ou um romance de formação educacional, pois centra-se na  educação do herói rumo a uma ideia significativa de si mesmo e do seu papel no mundo. ”A Montanha Mágica” possui essa característica de  um romance de formação. Para respondermos cabe a pergunta: “o que vem a ser um romance de formação?”.

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A consciência de Zeno

A consciência de Zeno - Italo Svevo - Bons Livros Para LerGostou? Compre o livro "A consciência de Zeno".

 

 

 

 

De Italo Svevo | Editora Nova Fronteira

O livro “A consciência de Zeno”  já começa bem apresentado através do prefácio escrito pelo jornalista, escritor e poeta José Nêumanne Pinto. E como se não bastasse, termina com o posfácio do professor e ocupante da cadeira de Número 12 da Academia Brasileira de Letras, Alfredo Bosi, que também dispensa comentários. Esse destaque é merecido pois contribui para a plena compreensão da história

Italo Svevo, na verdade é um pseudônimo, o nome original do autor era Aaron Ettore Schimitz, nascido em Trieste. Filho de judeus praticantes, mas não carregavam a ortodoxia na alma. De tanto que Ettore acabou casando-se com uma católica convertida, e um tanto a contragosto, acabou também se convertendo ao catolicismo. Seu pai natural da Renânia começou a vida como um mascate e acabou tornando-se um bem sucedido negociante de artigos de vidro, sua mãe vem de uma família judia de Trieste. O pai de Svevo – uma influência dominante em sua vida – mandou os filhos para um colégio interno de comércio na Alemanha, onde em suas horas vagas Svevo mergulhou nos românticos alemães. Não obstante, as vantagens que seu aprendizado alemão podia trazer a seus negócios no Império Austro-Húngaro, acabaram por privá-lo de uma formação literária italiana.

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A restauração das horas

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De Paul Harding | Editora Nova Fronteira

O escritor Paul Harding, totalmente desconhecido do grande público brasileiro, recebeu o Prêmio Pulitzer de Ficção com o livro “A Restauração das Horas” seu romance de estréia, em 2010. O Prêmio Pulitzer, para os que desconhecem, é um prêmio americano outorgado a pessoas que realizam trabalhos de excelência nas áreas de jornalismo, literatura e música. O fato de ser desconhecido e ganhar um prêmio desse porte já renderia uma boa história, mas apenas como curiosidade, outro dado: seu romance foi rejeitado por todas as grandes editoras por considerá-lo um livro sem apelo “comercial”. No entanto, o romance foi defendido em grande parte pelas livrarias independentes que foram responsáveis pela venda de 15.000 cópias antes de vencer o importante prêmio. Motivo esse que mereceu, por parte da comissão julgadora, uma atenção especial. 

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