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A fera na selva

 

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De Henry James | Editora Cosac Naify

“A fera na selva” é uma das melhores obras de Henry James. Tornou-se um clássico, uma preciosidade literária que trás na essência de seus personagens, a possibilidade de adaptação para nossos dias, tempos repletos de expectativas, possibilidades e desencontros. E foi por esse viés que resolvi retirar esta obra da estante e apresentá-la aos que ainda a desconhecem. Mas sempre há tempo para ler um bom livro.

O livro é fino, de acordo com a edição, terá aproximadamente umas 90 páginas. Mas não se engane, ele é denso. Narrada em terceira pessoa, a história é contada sem aparentes pretensões e os personagens e elementos psicológicos apresentados com a simplicidade característica da vida, porém, quando percebemos, estamos rendidos e também à procura da “fera” que atormenta a existência de John, o protagonista, e que também pode nos dizimar.

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Anna Karenina

Li e reli Anna Karenina há algum tempo. Quando realmente gosto de um livro, leio, volto, releio sem pudores ou preguiça. Os temas: ciúme, fé, fidelidade, família, casamento, sociedade, progresso, desejo carnal, o campo, a cidade, e a paixão são evocados nesse livro e Tolstói carrega nas tintas do espiritualismo.

Um pouco sobre o autor…

Antes de falarmos sobre o romance “Anna Karenina” é necessário falar um pouco sobre : Leon Tolstoi. Sobre ele podemos dizer que recebeu herança de uma das famílias mais antigas na Rússia. Sua educação acadêmica e cultural seguiu o rígido e tradicional padrão do século XVIII. Uma de suas particularidades sempre foi a auto-análise acentuada.

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Pais e filhos

Pais e filhos - Bons Livros para Ler - Ivan TurguênievGostou? Compre o livro "Pais e filhos".

 

 

 

 

De Ivan Turguêniev | Editora Cosac Naify

Começo com uma pequena introdução ao livro “Pais e Filhos” colocando algumas questões que poderão nos ajudar a entender esta obra. Existem alguns críticos que ao analisarem este romance enxergam algumas possibilidades de identificá-la com o pensador alemão Friedrich Nietzsche. Tal identificação se dá a partir do conceito de niilismo formulado pelo personagem central do livro, Bazárov, que se auto proclamava um niilista.

A pergunta que se faz é: em que sentido a prosa do autor russo Turguêniev pode ser caracterizada como niilista? Vamos lá.

Nietzsche sempre foi um filósofo desconfiado de todo dogmatismo. Ele coloca sob suspeita toda e qualquer certeza, e para isso, apela para a genealogia, investiga as condições em que se dá o surgimento dos valores de uma determinada época e busca captar o que está por trás e quais são os seus verdadeiros interesses em uma determinada concepção de mundo. Desse modo, a “Genealogia” é uma crítica, uma verificação que Nietzsche faz sobre o duplo aspecto que existe nos juízos de valores. Sua crítica vai além da perda de um referencial (Deus) e chega à afirmação de uma diferença que se origina nas forças (ativas e reativas). O intuito da Genealogia da moral é o de despertar no leitor uma reflexão e uma ação mais consciente da realidade. Os valores necessitam ser repensados.

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Auto-de-fé

Auto da Fé - Elias Canneti - Bons Livros Para LerGostou? Compre o livro "Auto-de-fé".

 

 

 

 

De Elias Canetti | Editora Cosac Naify

O Livro “Auto de Fé” não é um livro fácil. É um livro árduo que exige um esforço intelectual e, mais do que isso, uma boa dose de perseverança para que o leitor saiba percorrer os labirintos simbólicos no qual o livro está inserido.

Para aqueles que não conhecem a obra e gostariam de saber do que se trata, diremos que Auto de Fé conta as peripécias de um erudito, Peter Kien, um sinólogo, cuja vida é dedicada à exegese e tradução de textos de sábios chineses.

Ele tem apenas uma paixão: a paixão pelos livros. Essa obsessão o impede e ofusca em ver o mundo que o cerca. Em sua “casa-biblioteca” há apenas uma mesa de trabalho, uma cadeira e um divã, o estritamente necessário para trabalhar e descansar (mas descansar unicamente com o fim de trabalhar melhor!) – e nada mais. O seu apartamento é uma imensa biblioteca constituída por 25 mil volumes. Ele vive na mais absoluta austeridade e ,fora a importância que dá aos livros – tudo não passa de uma imensa superficialidade.

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