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Anna Karenina
Li e reli Anna Karenina há algum tempo. Quando realmente gosto de um livro, leio, volto, releio sem pudores ou preguiça. Os temas: ciúme, fé, fidelidade, família, casamento, sociedade, progresso, desejo carnal, o campo, a cidade, e a paixão são evocados nesse livro e Tolstói carrega nas tintas do espiritualismo.
Um pouco sobre o autor…
Antes de falarmos sobre o romance “Anna Karenina” é necessário falar um pouco sobre : Leon Tolstoi. Sobre ele podemos dizer que recebeu herança de uma das famílias mais antigas na Rússia. Sua educação acadêmica e cultural seguiu o rígido e tradicional padrão do século XVIII. Uma de suas particularidades sempre foi a auto-análise acentuada.
Pais e filhos
De Ivan Turguêniev | Editora Cosac Naify
Começo com uma pequena introdução ao livro “Pais e Filhos” colocando algumas questões que poderão nos ajudar a entender esta obra. Existem alguns críticos que ao analisarem este romance enxergam algumas possibilidades de identificá-la com o pensador alemão Friedrich Nietzsche. Tal identificação se dá a partir do conceito de niilismo formulado pelo personagem central do livro, Bazárov, que se auto proclamava um niilista.
A pergunta que se faz é: em que sentido a prosa do autor russo Turguêniev pode ser caracterizada como niilista? Vamos lá.
Nietzsche sempre foi um filósofo desconfiado de todo dogmatismo. Ele coloca sob suspeita toda e qualquer certeza, e para isso, apela para a genealogia, investiga as condições em que se dá o surgimento dos valores de uma determinada época e busca captar o que está por trás e quais são os seus verdadeiros interesses em uma determinada concepção de mundo. Desse modo, a “Genealogia” é uma crítica, uma verificação que Nietzsche faz sobre o duplo aspecto que existe nos juízos de valores. Sua crítica vai além da perda de um referencial (Deus) e chega à afirmação de uma diferença que se origina nas forças (ativas e reativas). O intuito da Genealogia da moral é o de despertar no leitor uma reflexão e uma ação mais consciente da realidade. Os valores necessitam ser repensados.
Auto-de-fé
De Elias Canetti | Editora Cosac Naify
O Livro “Auto de Fé” não é um livro fácil. É um livro árduo que exige um esforço intelectual e, mais do que isso, uma boa dose de perseverança para que o leitor saiba percorrer os labirintos simbólicos no qual o livro está inserido.
Para aqueles que não conhecem a obra e gostariam de saber do que se trata, diremos que Auto de Fé conta as peripécias de um erudito, Peter Kien, um sinólogo, cuja vida é dedicada à exegese e tradução de textos de sábios chineses.
Ele tem apenas uma paixão: a paixão pelos livros. Essa obsessão o impede e ofusca em ver o mundo que o cerca. Em sua “casa-biblioteca” há apenas uma mesa de trabalho, uma cadeira e um divã, o estritamente necessário para trabalhar e descansar (mas descansar unicamente com o fim de trabalhar melhor!) – e nada mais. O seu apartamento é uma imensa biblioteca constituída por 25 mil volumes. Ele vive na mais absoluta austeridade e ,fora a importância que dá aos livros – tudo não passa de uma imensa superficialidade.






