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As benevolentes
De Jonathan Littell | Editora Alfaguara
Caros amigos e amigas, venho com imenso prazer indicar um dos melhores livros sobre guerra que já li em toda a minha vida: “As Benevolentes”, de Jonathan Littell . Sim! Sinto-me extremamente entusiasmado. Falo isso feliz por ter indicado esse livro a muitos outros leitores e a receptividade ter sido entusiástica. Existem muitos livros que indico por aqui ou na livraria onde trabalho, e confesso que o mérito de uma sugestão não reside no agradecimento posterior, muitas vezes recebido por quem leu e gostou, mas no prazer propiciado ao outro. Quando se tem a certeza que houve empatia, “aquele” e perfeito entrosamento entre obra e leitor. “That’s it”.
O mestre e margarida
De Mikhail Bulgákov | Editora Alfaguara
A relação entre os homens e o diabo encontra-se na literatura em diversos momentos. Na epígrafe já temos uma citação: “ – Quem é és afinal? – Sou a parte da força que eternamente deseja o mal e eternamente faz o bem”.
O romance é fortemente influenciado por Goethe. Parte do seu brilho está nos diferentes níveis em que pode ser lido, como pastelão hilário, alegoria filosófica profunda, mordendo a sátira sócio-política ao sistema soviético, mas também através da superficialidade e vaidade embutidas na vida moderna em geral.
Explico: o humor contido nessa obra é um exemplo de que em situações, mesmo as de mais extrema crueldade, podemos encontrar a capacidade de fazer rir. A possibilidade de fazer humor na era Stalin não devia ser algo fácil, levando-se em conta a crescente capacidade de vigilância, delação, censura prisão, exílio, execução em massa, que dera o tom durante os seus momentos de Czar no comunismo.





