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O Deserto dos Tártaros
Dino Buzzati serviu ao exército e saiu como sargento. Essa experiência serviu para que escrevesse essa obra-prima antes da Segunda Guerra Mundial. Segundo o autor, o romance veio num jorro, numa madrugada quando voltava do jornal para casa. A ideia aconteceu na monotonia do turno da noite, quando trabalhava no Corriere della Sera, naqueles dias. A sensação da rotina que nunca acabava e consumia a vida do autor fez com que o romance acontecesse rapidamente.
O livro começa em uma colina totalmente isolada do mundo, onde o Forte Bastiani é erguido. Um grande deserto, absolutamente isolado de tudo e de todos. Nesse cenário desolado, o tenente Giovanni Drogo é designado a servir. Como um militar deve mostrar disciplina, desprendimento e assumir todas as missões que lhe forem designadas e não decepcionar seus superiores. Nessa paisagem desértica há uma misteriosa névoa permanente, encobrindo a visão do futuro. Todos os dias são iguais. O tenente Giovanni Drogo anseia pela glória militar no campo de batalha, e isso nunca aconteceu no Forte Bastiani. Apesar de alguns oficiais de idade tentarem animá-lo dizendo que os tártaros ainda estão lá se preparando para a guerra, e que a melhor atitude é esperar, esperar e esperar.


